Por causa da greve dos transportes do dia anterior, ficamos com medo de não conseguirmos passagem já que havia muito mais demanda do que oferta de passagem. Acordamos as 7 da manhã para comprarmos e conseguimos bilhetes para as 14hs.
Dica: Compramos passagens na Civa, recomendado pelos locais como a melhor empresa. Calefação no ônibus não é nada supérfluo. Lembre-se que apesar de estarmos ainda na Amazônia, o ônibus à caminho de Cuzco subirá a mais de 4.000m de altitude. Por isso, leve casaco também.
Para passar o tempo, havia visto no hall do hotel ( tradução: na parede do pulgueiro…rs ) um cartaz sobre um borboletário nos arredores da cidade. Lá fomos nós. Chegamos e fomos logo expulsos pelo preço do ingresso. $25 para ver borboleta? Sem chances! Para nossa sorte em frente havia um serpentário. Conseguimos chorar um pouco e pagamos 3, entramos 4.Voltamos a tempo de tomarmos um banho e fazermos umas compras na farmácia: água e umas “pílulas de oxigênio”. Pois é…peça assim na farmácia que eles vão entender. Um médica amiga que nos encontrou mais a frente, em Copacabana – Bolívia, leu a composição e nos disse se tratar de um Benegrip peruano. Placebo ou não, tomamos.
Serão 20hs de ônibus sem banheiro, com somente uma parada, em uma estrada muito sinuosa. Este trecho faz parte da “Carretera Transoceânica” ( Rio Branco – Lima ) que para promover uma integração maior entre Brasil e Peru, o trecho entre Rio Branco e Cuzco será asfaltado. Seu asfaltamento está previsto para 2009. No momento este trecho está pior do que antes pois em uma estrada que mal cabe um carro, só tem trafegado caminhões, tratores, máquinas pesadas e o nosso ônibus. Por vezes jurávamos não ter espaço para o ônibus passar. Apesar disso, a estrada é transitável e por contrato a empresa responsável pela obra tem que deixa-la assim durante todo o ano, inclusive durante as chuvas.
Almoce pois a janta é em um local, para ser bondoso, muito desinteressaste. Várias barraquinhas de madeira na beira de uma estrada de terra cheia de outros veículos. Para a maioria das pessoas jantar ali será impossível. A janta será um “pan com queso”.
Ceviche ou Cebiche (uma amiga peruana nos confessou que nem eles sabem ao certo como se escreve): prove. Arde na alma mas é bom.
Logo ao subir no ônibus, depois da janta, perguntamos ao motorista aonde seria a próxima parada. A resposta: em Cuzco. Isso aí. 20hs de estrada e apenas uma parada. Dormimos rezando para o xixi madrugal não se manifestar. Óbvio que o ônibus não tinha banheiro. Pra que né?
4.000 de altitude. Amanhecendo o dia. Ônibus para no meio do nada. Motorista grita algo não “entendível”. Todos começam a descer. Mulheres para um lado, homens para o outro. Fazer xixi vendo montanhas nevadas no horizonte, no meio da estrada, a muuuito menos de zero graus é uma sensação………………………………………… interessantíssima!!!!!!!!
Gastos:
Pulgueiro : ilegível. Meu caderno molhou nesta página mas nada mais do que 12 soles
Café da manha – desayuno : 3 soles
Serpentário : 15 soles
Moto Táxi ida e volta Serpentáro : 4 soles
Passagem na Civa PM – Cuzco : 20hs de viagem : 50 soles
Almoço na Civicheria em frente ao embarque : 8 soles
mais imagens em www.flavioveloso.com.br


