Trecho 05 : Aguas Calientes – Puno

26 11 2007

Refeitos das andanças em Machu Picchu, é hora de partir.

Pegamos o trem Aguas Calientes – Ollantaythambo cedinho e imediatamente fretamos um táxi Ollantaythambo-Cuzco. Pesquise pq normalmente sai mais em conta fechar um táxi ( 4 pessoas – agregamos uma paulista conhecida na fila de MP) do que esperar por uma condução ( ônibus e vans ). Chegamos na rodoviária de Cuzco e de lá mesmo procuramos passagens Cuzco-Puno. Como compramos as passagens na hora, conseguimos “visitar” o ônibus antes de fecharmos negócio. Não aceite muita pressão com o papo de que as passagens acabarão, que o ônibus sairá em 3 segundos…Se puder ver antes, veja. Lemos muito relatos de gato por lebre. O ônibus é uma coisa na foto e outra na realidade. Apesar dos relatos, nada de anormal em toda viagem em relação aos transportes. Quem já morou no Norte e cresceu com o trânsito caótico do Rio de Janeiro, tira de letra. Quero dizer com isso para não se impressionarem com os relatos de caos que vendem por aí. Basta um pouquinho de bom senso em usar boas empresas. Para isso, pergunte sempre. No hostal sempre nos ajudaram. Mais confiável ainda se o hostal não vender passagens. No mais, se o banheiro do seu ônibus tiver uma parede de vidro quase até a altura do joelho, por favor, faça um bundalelê.

Chegamos em Puno e aqui é realmente uma impressão muito particular: Puno é feia pra caralho!!! Sei que essa opinião não é unânime. Conheço gente viajada e exigente que gostou, mas ficamos em um local muito feio. Inacreditavelmente feio e caótico. Uma espécie de Chinatown + Vietna + Saara (centro do RJ).

Imaginem calçadas de 1m, com muitas pessoas. Nas ruas ônibus, táxis, moto-táxis, ciclo táxis, carros, bicicletas, triciclos, burro sem rabo…e todos, absolutamente todos, buzinando! As lotações simplesmente paravam na rua, fechando um ônibus, parando todo o trânsito e foda-se. É, isso aí: foda-se. Mas não um foda-se silencioso. Era um foda-se sonoro, com buzinas e gritos de todos os tipos. Descobri aonde os taxistas cariocas fazem pós-graduação em “fudelancia de escoamento viário”.

No hostel que ficamos havia cozinha e lá fomos nós para o Mercado Central comprar comida. Comprei um bife da tia de mão negra (negra mesmo…de sujeira ) e lhes digo: se eu não tive caganeira com aquela carne, não morro de nada alimentar nesta vida. O bife estava lá, entre cabeças inteiras de boi e restos de carnes não identificáveis, exposto na bancada. Não, não… se nem a cerveja é colocada na geladeira, a carne vai ser? Fala sério! Pedido feito, tia da mão negra pega os bifes (com a mão) como se fossem folhas de papel, na maior desenvoltura, joga uns bifes para cá, outros para lá, pega alguns e coloca dentro de um saquinho plástico e nos entrega.

Realmente é uma pena mas a impressão que fiquei de Puno foi essa.

A sorte de Puno é ficar a beira do lago Titicaca, sendo assim, base para a visitação das Ilhas do lado Peruano do lago.

Contratamos um passeio, no próprio hostel, de dois dias e uma noite para passar pelas Ilhas Flutuantes, dormir em Amantani na casa de nativos e, no dia seguinte, seguir para visitar e almoçar em Taquile.

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Dica e Custos:

Hospedagem Qoni Wasi : av. La Torre, 119 ( 051 ) 365784 – Cel. 9842082

Simples mas funcional. Cozinha, banho privado e internet. Para dormir vale. Se vai ficar mais tempo em Puno, não ficaria aqui pela localidade.
Quarto com banho privado para três pessoas : 10 soles

Passeio de dois dias e uma noite passando pelas Ilhas Flutuantes de Los Uros, dormindo na casa de Nativos em Amantani e visitando no dia seguinte Taquile. Apenas o almoço do segundo dia não incluso: 60 soles.

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Mais imagens em www.flavioveloso.com.br

Acções

Informação

7 respostas

15 05 2008
Denize Riva

Fotos lindas e depoimentos úteis e práticos aos viajantes. Parabéns!
Ratificando minha consulta por e-mail, qual sua opinião sobre o trajeto Cusco a Puno ser feito de carro? Vc viu muitos viajantes neste modelo? A estrada é bem sinalizada ou existe mapa para o percurso? Existe postos para reabastecimento de combustível?

Obrigada,

1 06 2008
flavioveloso

Oi Denize. Me desculpa a demora. Acumulo de imagens para tratar e algumas viagens me deixaram afastado do blog.

No geral, muita mais estradas asfaltadas do que de terra. Quando asfaltadas, muito boas. Quando de terra, completamente transitáveisl. E bem sinaizadas.

Especificamente este trecho citado por vc era asfaltado e bom.

E como não é um trecho muito longo, postos de abastecimento não devem ser problema.

Porem eu não fui de carro. Essa expedição de brasilieros esteve por aquelas bandas e possívelmente podem te ajudar com mais detalhes.

http://www.terraextrema4×4.com

Sim, vi muitos turístas (gringos) fazendo expedições de carro e moto. Assim que cheguei em Cuzco haviam dois carros no mesmo hotel. Logo depois encontrei com dois amigos de motos rodando a América. Pelas ruas da cidade, vi muitas expedições.

Se vc for mesmo, mande detalhes da sua viagem e notícias

Boa viagem

Flavio Veloso

1 06 2008
Denize Riva

Valeu pelas dicas! obrigada.

16 07 2008
Iolanda

Flávio,
Passei 15 dias no Peru e achei o máximo seus comentários. Eu estive com pacote turístico, tudo funcionando muito bem, é bem diferente do seu sistema, mas em compensação, tem-se muito mais liberdade de “fuçar” mais.
Minha impressão de Puno como “horrorrível” ficou na memória. Sempre que vejo casas inacabadas penso em Puno. Nem tirei foto de lá. A companhia turística que viajamos só aconselhou andar em uns três quarteirões perto de uma igreja. Disseram que ali era seguro. A rua é bem movimentada e cheia de comércio e restaurantes.
Um abraço, parabéns.

Iolanda/Belo Horizonte

16 07 2008
flavioveloso

Oi Iolanda, que bom que o blog serviu para te ajudar. Realmente Puno é um caso de amor e ódio aonde tem que ir “só” para poder dizer que não gostou…rs

Em comprensação o passeio as ilhas é incrível!

4 11 2009
Barmen

Prezado ao contrário… eu adorei Puno… o problema de viajar sem grana muitas vezes da nisso… bater um papo simples e preconceituoso… é como turista argentino ir conhecer o morro do alemão e dizer que rio é uma bosta… teria que ser burro o turista né?…

5 11 2009
flavioveloso

Pois é, tenho consciência que minha opinião sobre Puno não é unanimidade, apesar de estar longe de ser uma voz isolada. Mas acredito que a questão está longe de ser “viajar sem grana”. Puno é uma das atrações turísticas do país, é base para passeio a patrimônios da humanidade, e na minha opinião é um grande complexo do alemão. Se o turista argentino vem ao Rio, vai visitar o pão de açúcar (ou qq outra grande atração, simbólica, conhecida mundalmente) e essa atração fica dentro de um “complexo do alemão”, ele TEM que sair daqui dizendo que o Rio é uma merda!

Em Puno a impressão que eu tive foi de que não tinha absolutamente nada para ser visitado alem das ilhas (que não ficam EM Puno). Posso estar errado e pretendo voltar lá para saber.

abraços

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