Acordamos cedo e zarpamos rumo a Ilha do Sol. Desta vez para ficar. Compramos os bilhetes no próprio cais. Sem agência, sem guias. Existe uma bilheteria. 10 bolivianos.
Os barcos chegam ao lado sul da ilha, bem mais estruturado e turístico que o norte, mais rústico e tranqüilo.
Como seriam apenas duas noites e teríamos que andar muito atravessando a Ilha, deixamos as mochilas no depósito do Hostal em Copacabana e levamos uma só mochila com o mínimo necessário para os três. Afinal seriam quase 5 horas de caminhada.
Mais uma vez ao chegar vai ser um disse-me-disse de informações trocadas das “moscas”. Cada um dizendo o que precisar, independente de ser verdade ou não, para te levar para o hostal deles. Fiquem espertos. O que eu posso dizer é que parece existir opções suficientes para todos, mesmo vc sendo convencido de que aquela hospedagem que ele te oferece é a última disponível. No mesmo estilo e praticamente pelo mesmo preço. Vimos um interessante chamado Las Islas mas acabamos, por muita informação cruzada ( e stress entre o grupo ) não ficando lá. Ficamos em um hostal muito bacana ( acredito que melhor localizado que os las islas ) no alto da Ilha que teoricamente tem vista para os dois lados. Não é de todo verdade mas, vai lá, forçando um pouquinho a barra rola… Infelizmente não tenho o nome mas não é nada difícil de achar com essa descrição: topo/final da trilha, hostal a esquerda com vista para os dois lados do lago. Rola um restaurante/lanchonete anexo que ajuda na hora da fome e, porque não, na hora da cerveja.
Se sair para uma cervejinha a noite, lembre-se que não existe iluminação nos becos da Ilha. Uma lua cheia seria o máximo. Na falta de uma, lanterna ajuda. Muita pedra solta, muito degrau, cerveja/vinho na idéia, sem capacete…rs
Mais uma vê me impressionei com a mistura infra-estrutura para turismo versus estilo de vida tradicional. No fundo no fundo confesso que saí do Brasil achando que estava indo visitar vários buracos. Que passaria pelo subdesenvolvimento mais latente da américa latina. Que ficaria isolado em alguns locais sem cerveja e luz. Que bla, bla, bla bla e todas as baboseiras preconceituosas que nos temos com nós mesmo. Sim, nós mesmo!!! Você tem noção que no Lago Titicaca, ali no cu da américa Latina, eu estou mais perto do Rio de Janeiro do que se estivesse em Belém? Em Manaus nem se fala. Eu me toquei que não sabia porra nenhuma de uma cultura que está aqui ao nosso lado, mais perto da gente do que a gente imagina. Enfim, vamos voltar as dicas…
Encontramos muitos hostals transados e restaurantecos com guloseimas e cervejas em meio a monte de muros de pedras, lhamas e trigo para subsistência. Isso sem contar com a lan house aonde as crianças da ilha freqüentam para fazer suas pesquisas escolares.
Muito legal, muito bonitinho mas sem muito o que fazer a não ser apreciar a paisagem e curtir o momento. Um dia para cada lado me pareceu mais do que o suficiente. A não ser que esteja procurando um pouco mais de tranqüilidade, principalmente no lado norte. Um quartinho com a namorada, na parte mais calma da ilha, de frente para “praia”…
Mas isso é papo para o próximo post, quando saímos caminhando por uma 5 horas até o lado norte.
Jantamos com nosso casal de amigos brasileiro e o americano-japa que também faria a trilha conosco.
Barco Copacabana – Ilha do Sol : 10 bolivianos
hostel – $10
janta mais cerveja : 25 bolivianos
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mais imagens em www.flavioveloso.com.br
