Acordei cedo e fui à caça das passagens. De Uyuni, seguiríamos para Potosi. Cheguei aos guichês (uma rua aonde os ônibus estacionam) antes de abertura das bilheterias mas não me pareceu que “bombasse”. Foi mais precaução e opotunidade – já que eu estava sempre acordando cedo, do que necessidade. Mas nos garantiu bons lugares. Enfim, fica a opção. Acordar antes da bilheteria foi um exagero mas não deixaria para comprar na hora, ainda mais se quiser pegar o primeito ônibus.
A “rodoviária” fica numa rua atrás da rua principal. Tudo feito a pé e em poucos minutos.
Em Potosi nossa estada foi breve. Chegamos no meio de uma dia e fomos embora no final do dia seguinte. Apenas uma pernoite. Ficamos num bom hostal ( link nos gastos, no final do post).
Potosi fica nos arredores da maior mina de prata do mundo. Obviamente uma cidade a 4.000 metros de altitude no meio do nada, não surgiu ali a toa. Toda a economia da região me parece ainda girar em torno das minas de prata. Muitas ainda ativas, a maioria com condições insalubres e tecnologia do século XVIII.
Muitos turístas passam mal nessas idas. Não que não valha a pena. Nós que resolvemos que a cidade pareceu muito agradável para a troca. Resolvemos ficar perambulando pelas ruas. Fomos, para variar, visitar o Mercado Central. Só para não dizer que não vimos nada de mina, fomos no tal do mercado dos mineiros. Um local aonde se vendem todas as ferrametas para serem usadas nas minas. Nada demais. Se é para visitar alguma coisa referente as minas, vá em uma. Para ir nesse mercado, vá passear pela cidade.
Aline nos deixou pois tinha uma data limite para voltar ao Rio mais apertada do que a minha e da Lianna.
Agora um caso engraçado. Ficamos eu e Lianna, e como a viagem já estava em seus trechos finais, começamos a ter mais noção de quanto podímos ou não gastar. Com dinheiro sobrando, ficamos discutindo se almoçaríamos em algum lugar bom ou em qualquer lugar, e nesse “casa ou compra um picolé”, passamos por um pé sujo que tinha um cheiro maravilhoso de frango frito. De saco cheio de arros com batata, entramos sem pensar duas vezes. Pé sujo bolivino, boa comida, só nativos… experiência antropológica à vista. Pedimos o PF ( frango frito, batata cozida e milho – esqueça a imagem do nosso milho. Os caras tem dezenas de tipos de milhos ); e uma coca cola. Chegou o PF mas nada da coca e dos talheres. Pedimos novamente a coca e avisamos dos talheres. Chegou a coca e nada dos talheres. Avisamos. Nada. Avisamos. Nada. Começamos a olhar ao redor e vimos que todos comiam com as mãos. Nos entreolhamos e, em Roma como os romanos: comemos com as mãos e rimos horrores…rs.
Também nos falaram de um restaurante um pouco mais afastado, no alto de uma torre. Não fomos mas fica a dica.
Bom, como em todos os locais da Bolívia, Potosi também tem um mercado de eletrônicos muito forte. Moeda fraca em relação a nossa, custo de vida baixo e impostos de importação muito menor que o nosso resultam em preços bem atrativos. Mas também não poderia ser muito diferente né? Nossos juros são os maiores do mundo e nosso impostos de importação absurdamentes altos para proteger a indústria nacional ( putz…industria nacional! kkkkkkkkkk ). Você sabia que o nosso iPod é o mais caro do mundo? Pois é.
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Gastos e dicas:
Bom, bonito e barato. Recentemente reformado ( ou inaugurado – não sei ). O que importa é que está tudo novinho. Boas camas e ótimo banho quente a gás. Luxo na Bolívia. Cozinha liberada.
Ficamos nos arredores da Praça 10 de Novembro. Tudo muito perto e feito a pé
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