Em que pé estamos…

15 03 2009

Caros amigos

É muito importante o retorno de vocês assinando a lista de emails no link abaixo:

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Vejam que o site não tem publicidade e não cobra por nada. A idéia é ajudar e ser ajudado. Logo o único estímulo é esse feedback através da lista de emails.

Obviamente sem envio de spams e publicidade de minha parte. Apenas um ou dois emails mensais com atualizações.

Muito importante também os contatos serem feitos aqui pelo blog, via coments ( logo abaixo das menssagens ) e não por email ou pelo orkut. Muitos tem feito perguntas por email ou via orkut. As perguntas feitas através do blog, me poupam o tempo de ter que re-escrever a mesma coisa para o próximo que tiver a mesma dúvida, uma vez que fica registrado aqui. Logo se não for nada confidencial, por favor, deem preferencia para o contato via blog. Ok, se for viajar com a sua amante ou se sua mãe acha que Cochabamba fica no interior de São Paulo, me escreva em PVT…rs

Conto com a ajuda de vocês.

cordialmente

Flavio Veloso

www.flavioveloso.com.br





Roteiros e dicas objetivas

27 10 2008

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Promessa é dívida: o roteiro e dicas objetivas.

Bom, quem já andou fuçando por aqui, percebeu que apesar de passar por muitos locais clássicos, meu roteiro não foi o mais popular. Muitos brasileiros fazem a Bolívia e o Peru subindo por Mato Grosso, entrando na Bolívia de Trem por Santa Cruz de La Sierra, rodando e voltando pelo mesmo caminho.


Optei por um roteiro alternativo que me daria à oportunidade de conhecer outros locais e dinamizaria o trajeto, já que todo caminho seria o de descida e não voltaria pelo mesmo local de ida. Ou seja, cheguei direto ao ponto mais ao norte do roteiro (no meu caso Cuzco) e vim descendo até o Rio.

ROTEIRO

Voei Rio de Janeiro – Rio Branco, Acre

Cheguei às 23hs, dormi em frente à rodoviária e saí às 6hs da manhã.

Ônibus Rio Branco – Brasiléia + táxi para Puerto Maldonado (Peru)

Pernoite em Puerto Maldonado.

Ônibus Puerto Maldonado – Cuzco

Dorme-se no ônibus. 20hs de viagem.

Cuzco – Ollantaythambo

Optei por um pernoite em Ollantaythambo. A cidade é bem interessante e pagaria mais barato pelo trem.

Trem Ollantaythambo – Águas Calientes (Machu Picchu)

Pernoite em Águas Calientes

Águas Calientes – Puno

Trem de volta a Ollantaythambo, táxi até Cuzco e ônibus até Puno.

Pernoite em Puno.

Puno – Passeio as ilhas do Lago Titicaca, lado Peruano (Uros, Amantani e Taquile).

Passeio de uma noite e dois dias. Pernoite em Amantani na casa de nativos. Dia seguinte almoço em Taquile, e de volta a Puno ao fim do dia.

Pernoite em Puno.

Puno – Copacabana (Bolívia).

Ônibus. Atravessa-se a fronteira.

Copacabana – Ilha do Sol

Barco. Um pernoite no lado sul da ilha e outra no lado norte.

Ilha do Sol – Copacabana – La Paz

Voltei do lado Norte (o mais afastado) para Copacabana, de barco.

La Paz – Uyuni

Usei a viação Todo Turismo. 12hs de viagem.

Uyuni – Potosi

Potosi – Sucre

Sucre – Samaipata

Samaipata – Santa Cruz de La Sierra

Santa Cruz – Quijarro – Corumbá – Rio de Janeiro

Trecho Santa Cruz – Quijarro de Trem da Morte. Quijarro – Corumbá, lotação de turismo. Corumbá – Rio de Janeiro, ônibus.

  • TEMPO: 40 dias de viagem, entre Julho e Agosto.

  • GASTOS: R$3500 contando absolutamente tudo. Desde as muambas compradas em Potosi, passagem aérea para Rio Branco, a coxinha na rodoviária de Rio Branco… enfim, tudo mesmo! Esse valor poderia cair para quase a metade. As meninas que foram comigo fizeram praticamente o mesmo passeio que eu e gastaram cerca de R$2300. Gastei por conta porque era o que eu havia separado para a viagem. E dinheiro na mão é vendaval.

  • CARTEIRA DE IDENTIDADE E PASSAPORTE: outro assunto eternamente debatido nas listas. Minha opinião pessaol é que se deve tirar o passaporte. Apesar de sim, você pode ir com a sua identidade sem problemas, o passaporte é um documento internacional. Deve-se tira-lo para essa e para outra viagem qualquer que você possa fazer. Evita qualquer abuso de um guarda mal informado (ou mal intencionado).

  • AOS FOTÓGRAFOS:

  1. Não tive nenhum problema com equipamento digital no frio extremo. Mas todo cuidado com as baterias é pouco. Recarregue-as sempre que puder.
  2. Local para descarregar cartões e fazer backup tem mais do que qualquer outro estabelecimento. Utilize sua resolução máxima e desencane com espaço de armazenamento.
  3. Tive problemas com as lâminas do diafragma de uma de minhas lentes. E em nenhum lugar achei nem assistência técnica, nem lojas que sonhassem ter uma lente EOS. Na verdade, nem lentes EOS nem nada um pouquinho alem de filmes, cartões de memória ou maquinas descartáveis para gringos. Queria ver se achava um polarizador e nem cheiro de um. Incluo La Paz nesta lista, que é uma cidade grande e uma “pseudo-capital”. Portanto, tendo problemas com equipamento, relaxe. Busque soluções com o que você tem em mãos. Eu havia levado uma 50m 1.8 (que reclamo sempre dela porque nunca a uso). Foi a salvação.
  4. Se não passa pela sua cabeça pagar para fotografar, fique esperto. Todos são muito simpáticos, mas ou não curtem ser fotografados e/ou, normalmente, cobram para deixarem. Levei daqui algumas figurinhas de futebol e muitas barrinhas de cereais para abrir alguns sorrisos deles e obturadores meus, com as crianças.
  5. Tente acordar cedo. Além da luz espetacular, a maioria das cidades turísticas da região é viva. É de manhã, quando os turistas ainda estão dormindo, que ela se parece mais autêntica. Os figuras que você encontrará neste horário, não estarão ali “para inglês ver”.

    Fotografia

  • CÂMBIO: esse assunto é muito debatido em várias listas de discussão e nunca se chega a um consenso. A experiência aqui é pessoal e não foi o amigo do amigo do primo do vizinho do sobrinho do cunhado que me disse. O melhor câmbio que eu consegui foi sacando diretamente, através do cartão de crédito, na moeda local. Antes de sair daqui, tens que ver qual a taxa cobrada pela sua operadora junto ao seu banco. Varia muito. No meu caso era cobrado um valor fixo a cada saque. Uma das vantagens nesse caso é não sair do Brasil com todo dinheiro e tornar-se um “banco” ambulante. Além de diminuir o stress de ter que freqüentar casas de câmbio, discutir cotação, achar que esta sendo enrolado… Saca-se direto na moeda local, pela cotação oficial do banco, em caixas eletrônicos espalhadas em todos os locais. Simples assim. A desvantagem é que se só tiver um cartão e der pau com ele, fudeu.

  • ECONOMIZANDO COM COMIDA: sem dúvida os locais mais baratos ficam ao redor dos mercados municipais. Também é muito comum os hostel oferecerem a cozinha para uso dos hóspedes. Nem sempre vale a pena economizar na comida. Com nossa moeda forte, come-se bem e barato (para o nosso bolso) em bons restaurantes. E bebe-se também. Bons vinhos têm preços pra lá de convidativos. De qualquer maneira, a visita aos mercados é obrigatória.

  • O MUNDO DE CABEÇA PARA BAIXO: falar de mochilão a aliar a isso muito luxo é um contra-senso. Mas conversando com um conhecido, achei o máximo o ponto de vista dele. Ele iria para um dos hotéis mais luxuoso de La Paz. Questionei que sairia muito caro e que com essa grana ele passaria mais uns bons dias viajando. Ele argumentou que em nenhum outro local do mundo ele conseguiria passar alguns dias de rei num super hotel, sem ter que deixar um braço como pagamento. E que na Bolívia ele conseguiria. Depois parei para pensar e vi que apesar de uma visão pouco comum, ele estava coberto de razão. Viu uma situação usual com um olhar diferente e criou uma solução completamente plausível. Ciência pura!

mais imagens em www.flavioveloso.com.br





MAPAS digitalizados para impressão

9 10 2008

Prometi que digitalizaria alguns mapas e aqui estão eles depois de longo e tenebroso inverno. Em média com tamanho 15×21. Suficinete para uma boa impressão, sem ter que ficar se matando para conseguir ler os nomes das ruas.

Os mapas estão inseridos em um artigo PDF e hospedados no meu site. Pode ser baixados sem problema.

clique aqui para baixar os mapas

Mapas de:

Sucre, La Paz, Potosi, Cusco, Machu Picchu, Puno e do Lago Titicaca.

Na próxima, o roteiro.

Flavio Veloso

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mais imagens em www.flavioveloso.com.br





Em Samaipata : Pára-raio de maluco!

25 08 2008

Como tenho sido beeem sucinto com os causos, vou me dar o luxo de deixar mais dois neste post. Se você está somente a procura de dicas, elas estão no final do post, resumidas.

Bom, como escrevi no post anterior, após chegar na cidade, achar um hostel e tomar um banho, fizemos um reconhecimento rápido e fomos atrás de um lugar para jantar. Achamos um restaurantezinho destes feitos para gringos: simples, porém transado e cheios de frufrus. No ambiente, nós, um casal de alemães em outra mesa e uma família com um Vovis (outro vovô muito figura) na outra. Durante todo o tempo, Vovis, que já tinha matado sozinho pelo menos uma garrafa de vinho, perturbou o casal de alemães. Perguntava a todo hora como se falava isso ou aquilo em alemão e repetia para neta na mesa dele. O tempo passou, Vovis cada vez mais “alegre” e os alemães foram embora.

Obvio que eu com meu pará-raio de maluco, não podia escapar ileso. Vovis despachou a família e pra lá de trêbado, puxou uma cadeira e, sem pedir nem titubear, se sentou na minha mesa. Vendo que eu estava tomando cerveja, pediu outra garrafa e um copo para ele… e tome de vovis falar. O que? Sei lá. O que eu consegui entender era que eu era muito amigo dele, que ele adorava ter e fazer amigos. Vendo que eu estava com a Lianna começou a falar de amor e emendou num papo de que poderíamos dormir na casa dele, ou que ele poderia dormir no nosso hostel, e que poderíamos ir na cachoeira juntos no dia seguinte. E metia a mão na perna da Lianna, e me abraçava, e falava que o amor era lindo… Não conseguimos identificar quem Vovis queria comer: eu ou a Lianna. Pedimos a conta pois tinhamos marcado a ida às cachoeiras no dia seguinte. Vovis não nos deixou pagar a conta. Viva Vovis…rs. E quem disse que ele conseguia andar? Terminamos a noite, Lianna de um lado, eu de outro, escorando Vovis cambalenado bêbado igual um gambá, levando-o até o hostel dele. E o detalhe era que ele não sabia onde era. E a cada três passos ele parava para dar uma sambadinha mostrando que já havia vindo ao Brasil. Isso tinha que ter sido filmado: tarde pra cacete, duas pessoas, numa cidadezinha boliviana de 1000 e poucos habitantes, arrastando um Vovo bêbado que não se agüentava em pé, que não sabia onde estava hospedado e ainda assim ele sambava e cantava a cada 20 metros.

Mais um…

No dia seguinte, antes da cachoeira, fomos ao que eles chamam de Zoológico. Na verdade um sítio aonde a moradora cuida de alguns animais achados e apreendidos. Mais um criadouro que um Zoo. Mas não importa o que era. O que importa é que eu fiz um grande amigo neste zoo: Nhonho! Cheguei e logo na entrada avistei um bugio adulto solto. Porra um Bugio!!! Me mato por aqui para conseguir ver um na Serra. Fotografa-lo então, tarefa complicada. E ali eu tinha um a minha disposição. Um pouquinho de transpiração, um esforço para achar um ângulo sem nada urbano atrás, um crop bem dado aqui, um cuidado a mais com o fundo ali e a foto seria “feita” na floresta. Quem estava num cativeiro? Apontei a lente para ele e na hora ele me deu uma encarada, mostrou os dentes e virou o rosto. Relaxei, apontei de novo, mais cara feia, mais dentes a mostra e uma virada de cara pro outro lado. Pronto, esse bicho não está gostando e vai me dar uma porrada. Quem conhece sabe que o Bugio tem um aspecto agressivo. E apesar de não ser, engano bem. Mas vamos lá… foto. Apontei de novo e a mesma atitude. Dentes grandes e afiados, no território dele. Cacete, esse bicho vai me dar um mordida já já… Com tanto bicho solto dando mole, deixei o Bugio de lado. Resolvi ignorá-lo e fui atrás de outros bichos para fotografar. Afastei-me um pouco para ver o que ele faria. Ele me olhava desconfiado e desceu do muro que ele estava sentado e começou a ir na direção da Lianna. Para minha surpresa (e pavor) passou direto e veio na minha direção. Pronto, é agora a mordida. Nhonho senta na minha frente, entre os meus pés, olha para cima e 3 segundos depois estica os braços para cima como que pedindo colo. Quando eu faço menção de dar a mão, ele pega no meu antebraço, e antes que eu fizesse qq coisa, tenho um macaco sentado em cima da minha cabeça. E de lá não saía por nada. Era eu colocá-lo no chão para fotografá-lo que ele vinha para junto das minhas pernas e repetia o ritual. Pronto, havia ganhado um amigo, sentado na minha carcunda, pelas próximas horas. E imaginando quantos piolhos eu ganharia com essa nova amizade. Fora a sensação de saber que um macaco estava com o saco grudado na sua nuca…

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Custos e Dicas

Andorina Hostel: Calle Campero, tel. (3) 944 6333

noilenna@hotmail.com

www.andorinasamaipata.com

Residencial Dom Jorge (onde fiquei) Calle Bolivar, 20. tel: 944 6086 ou 352 4365

Tours Los Helechos : Calle Bolivar, 39. Frente ao Museu. tel. 73163506

tours_loshelechos@hotmail.com

La Chakana : Café e Restaurante : Casilla, 2166. Plaza Principal. Tel.: (591-3) 944 6146

chakanabol@yahoo.com

http://www.geocities.com/chakanabol/cafeteria.htm

Agência-Guia. Alto padrão : http://www.discoveringbolivia.com/inicio.html

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