MAPAS digitalizados para impressão

9 10 2008

Prometi que digitalizaria alguns mapas e aqui estão eles depois de longo e tenebroso inverno. Em média com tamanho 15×21. Suficinete para uma boa impressão, sem ter que ficar se matando para conseguir ler os nomes das ruas.

Os mapas estão inseridos em um artigo PDF e hospedados no meu site. Pode ser baixados sem problema.

clique aqui para baixar os mapas

Mapas de:

Sucre, La Paz, Potosi, Cusco, Machu Picchu, Puno e do Lago Titicaca.

Na próxima, o roteiro.

Flavio Veloso

***

mais imagens em www.flavioveloso.com.br





Em Puno : Passeio as Ilhas

18 12 2007

Um mini stress rolou minutos antes de embarcarmos. Sumiu uma das nossas mochilas e só nos demos conta no cais. E mochileiro sem mochila fica sem armário, carteira, farmácia, dispensa… Mesmo com toda pressão dos funcionários do barco e da agência para embarcarmos e resolver esse mal entendido na volta, batemos o pé e ficamos irredutíveis no cais. Impossível se desligar e curtir um passeio sabendo que sua mochila está ao Deus-Dará e você só resolverá isso 2 dias depois. Bate boca daqui, pede dinheiro de volta de lá, descobriram que a atendente do hostel levou uma de nossas mochilas para o depósito quando deveria levar para o ônibus. Portanto, olho vivo e faro fino: não desgrudem de suas mochilas. Com isso atrasamos e muito o passeio. Embarcamos quando todos já reclamavam bastante. E para nosso “sorte” esses “todos” eram “só” 11 argentinos! Fomos sacaneados durante todo o passeio. Mas apesar de argentinos, eram gente boa…rs

um argentino atrapalha muita foto, onze argentinos atrapalham, atrapalham, atrapalham, atrapalham, atrapalham, atrapalham, atrapalham, atrapalham, atrapalham, atrapalham, atrapalham muito mais…

Primeira parada: Las Islas de los Uros. A comunidade de Los Uros são famílias que vivem em ilhas flutuantes, feitas de uma espécie de palha chamada Totora, a 4000 m de altitude, no lago Titicaca . É impressionante o que os caras fazem para viver ali atualmente mas fico me perguntando na verdade como tudo isso começou. O que levou os antepassados desses caras que hoje vivem ali a largar a terra firme e criar toda uma logística para passar a viver praticamente boiando? Se eles cavarem centímetros, começa a minar água…Porra, sua casa toda, não só o teto mas as paredes, o chão e o terreno são de palha e chove pouco por ali mas chove: e aí? Me conta.

 

Eles atualmente já criam algumas espécies de animais para consumo ( aves ) e contam um sistema de captação de energia Solar. E como não poderia deixar de ser a onipresente Universal do Reino de Deus está lá, no cu da América Latina. Sério! E um Albergue. Ambos de palha, lógico.

Alimentando os animais. Placa solar ao fundo
Albergue

Depois da visita, partimos rumo a Amantani, aonde dormiríamos na casa de moradores locais.

*************************
Custos:
Não tivemos custos pois praticamente passamos o dia no barco. Nas ilhas flutuantes não gastei nada.
*************************
Soa desnecessária a justificativa mas as piadinhas com nossos hermanos são brincadeiras hein!
*************************
Mais imagens em www.flavioveloso.com.br





Trecho 05 : Aguas Calientes – Puno

26 11 2007

Refeitos das andanças em Machu Picchu, é hora de partir.

Pegamos o trem Aguas Calientes – Ollantaythambo cedinho e imediatamente fretamos um táxi Ollantaythambo-Cuzco. Pesquise pq normalmente sai mais em conta fechar um táxi ( 4 pessoas – agregamos uma paulista conhecida na fila de MP) do que esperar por uma condução ( ônibus e vans ). Chegamos na rodoviária de Cuzco e de lá mesmo procuramos passagens Cuzco-Puno. Como compramos as passagens na hora, conseguimos “visitar” o ônibus antes de fecharmos negócio. Não aceite muita pressão com o papo de que as passagens acabarão, que o ônibus sairá em 3 segundos…Se puder ver antes, veja. Lemos muito relatos de gato por lebre. O ônibus é uma coisa na foto e outra na realidade. Apesar dos relatos, nada de anormal em toda viagem em relação aos transportes. Quem já morou no Norte e cresceu com o trânsito caótico do Rio de Janeiro, tira de letra. Quero dizer com isso para não se impressionarem com os relatos de caos que vendem por aí. Basta um pouquinho de bom senso em usar boas empresas. Para isso, pergunte sempre. No hostal sempre nos ajudaram. Mais confiável ainda se o hostal não vender passagens. No mais, se o banheiro do seu ônibus tiver uma parede de vidro quase até a altura do joelho, por favor, faça um bundalelê.

Chegamos em Puno e aqui é realmente uma impressão muito particular: Puno é feia pra caralho!!! Sei que essa opinião não é unânime. Conheço gente viajada e exigente que gostou, mas ficamos em um local muito feio. Inacreditavelmente feio e caótico. Uma espécie de Chinatown + Vietna + Saara (centro do RJ).

Imaginem calçadas de 1m, com muitas pessoas. Nas ruas ônibus, táxis, moto-táxis, ciclo táxis, carros, bicicletas, triciclos, burro sem rabo…e todos, absolutamente todos, buzinando! As lotações simplesmente paravam na rua, fechando um ônibus, parando todo o trânsito e foda-se. É, isso aí: foda-se. Mas não um foda-se silencioso. Era um foda-se sonoro, com buzinas e gritos de todos os tipos. Descobri aonde os taxistas cariocas fazem pós-graduação em “fudelancia de escoamento viário”.

No hostel que ficamos havia cozinha e lá fomos nós para o Mercado Central comprar comida. Comprei um bife da tia de mão negra (negra mesmo…de sujeira ) e lhes digo: se eu não tive caganeira com aquela carne, não morro de nada alimentar nesta vida. O bife estava lá, entre cabeças inteiras de boi e restos de carnes não identificáveis, exposto na bancada. Não, não… se nem a cerveja é colocada na geladeira, a carne vai ser? Fala sério! Pedido feito, tia da mão negra pega os bifes (com a mão) como se fossem folhas de papel, na maior desenvoltura, joga uns bifes para cá, outros para lá, pega alguns e coloca dentro de um saquinho plástico e nos entrega.

Realmente é uma pena mas a impressão que fiquei de Puno foi essa.

A sorte de Puno é ficar a beira do lago Titicaca, sendo assim, base para a visitação das Ilhas do lado Peruano do lago.

Contratamos um passeio, no próprio hostel, de dois dias e uma noite para passar pelas Ilhas Flutuantes, dormir em Amantani na casa de nativos e, no dia seguinte, seguir para visitar e almoçar em Taquile.

*********************************

Dica e Custos:

Hospedagem Qoni Wasi : av. La Torre, 119 ( 051 ) 365784 – Cel. 9842082

Simples mas funcional. Cozinha, banho privado e internet. Para dormir vale. Se vai ficar mais tempo em Puno, não ficaria aqui pela localidade.
Quarto com banho privado para três pessoas : 10 soles

Passeio de dois dias e uma noite passando pelas Ilhas Flutuantes de Los Uros, dormindo na casa de Nativos em Amantani e visitando no dia seguinte Taquile. Apenas o almoço do segundo dia não incluso: 60 soles.

**************************
Mais imagens em www.flavioveloso.com.br