Em que pé estamos…

15 03 2009

Caros amigos

É muito importante o retorno de vocês assinando a lista de emails no link abaixo:

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Vejam que o site não tem publicidade e não cobra por nada. A idéia é ajudar e ser ajudado. Logo o único estímulo é esse feedback através da lista de emails.

Obviamente sem envio de spams e publicidade de minha parte. Apenas um ou dois emails mensais com atualizações.

Muito importante também os contatos serem feitos aqui pelo blog, via coments ( logo abaixo das menssagens ) e não por email ou pelo orkut. Muitos tem feito perguntas por email ou via orkut. As perguntas feitas através do blog, me poupam o tempo de ter que re-escrever a mesma coisa para o próximo que tiver a mesma dúvida, uma vez que fica registrado aqui. Logo se não for nada confidencial, por favor, deem preferencia para o contato via blog. Ok, se for viajar com a sua amante ou se sua mãe acha que Cochabamba fica no interior de São Paulo, me escreva em PVT…rs

Conto com a ajuda de vocês.

cordialmente

Flavio Veloso

www.flavioveloso.com.br





Trecho 09 : Uyuni – Potosi

11 07 2008

Acordei cedo e fui à caça das passagens. De Uyuni, seguiríamos para Potosi. Cheguei aos guichês (uma rua aonde os ônibus estacionam) antes de abertura das bilheterias mas não me pareceu que “bombasse”. Foi mais precaução e opotunidade – já que eu estava sempre acordando cedo, do que necessidade. Mas nos garantiu bons lugares. Enfim, fica a opção. Acordar antes da bilheteria foi um exagero mas não deixaria para comprar na hora, ainda mais se quiser pegar o primeito ônibus.

A “rodoviária” fica numa rua atrás da rua principal. Tudo feito a pé e em poucos minutos.

Em Potosi nossa estada foi breve. Chegamos no meio de uma dia e fomos embora no final do dia seguinte. Apenas uma pernoite. Ficamos num bom hostal ( link nos gastos, no final do post).

Potosi fica nos arredores da maior mina de prata do mundo. Obviamente uma cidade a 4.000 metros de altitude no meio do nada, não surgiu ali a toa. Toda a economia da região me parece ainda girar em torno das minas de prata. Muitas ainda ativas, a maioria com condições insalubres e tecnologia do século XVIII.

Muitos turístas passam mal nessas idas. Não que não valha a pena. Nós que resolvemos que a cidade pareceu muito agradável para a troca. Resolvemos ficar perambulando pelas ruas. Fomos, para variar, visitar o Mercado Central. Só para não dizer que não vimos nada de mina, fomos no tal do mercado dos mineiros. Um local aonde se vendem todas as ferrametas para serem usadas nas minas. Nada demais. Se é para visitar alguma coisa referente as minas, vá em uma. Para ir nesse mercado, vá passear pela cidade.

Aline nos deixou pois tinha uma data limite para voltar ao Rio mais apertada do que a minha e da Lianna.

Agora um caso engraçado. Ficamos eu e Lianna, e como a viagem já estava em seus trechos finais, começamos a ter mais noção de quanto podímos ou não gastar. Com dinheiro sobrando, ficamos discutindo se almoçaríamos em algum lugar bom ou em qualquer lugar, e nesse “casa ou compra um picolé”, passamos por um pé sujo que tinha um cheiro maravilhoso de frango frito. De saco cheio de arros com batata, entramos sem pensar duas vezes. Pé sujo bolivino, boa comida, só nativos… experiência antropológica à vista. Pedimos o PF ( frango frito, batata cozida e milho – esqueça a imagem do nosso milho. Os caras tem dezenas de tipos de milhos ); e uma coca cola. Chegou o PF mas nada da coca e dos talheres. Pedimos novamente a coca e avisamos dos talheres. Chegou a coca e nada dos talheres. Avisamos. Nada. Avisamos. Nada. Começamos a olhar ao redor e vimos que todos comiam com as mãos. Nos entreolhamos e, em Roma como os romanos: comemos com as mãos e rimos horrores…rs.

Também nos falaram de um restaurante um pouco mais afastado, no alto de uma torre. Não fomos mas fica a dica.

Bom, como em todos os locais da Bolívia, Potosi também tem um mercado de eletrônicos muito forte. Moeda fraca em relação a nossa, custo de vida baixo e impostos de importação muito menor que o nosso resultam em preços bem atrativos. Mas também não poderia ser muito diferente né? Nossos juros são os maiores do mundo e nosso impostos de importação absurdamentes altos para proteger a indústria nacional ( putz…industria nacional! kkkkkkkkkk ). Você sabia que o nosso iPod é o mais caro do mundo? Pois é.

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Gastos e dicas:

http://www.hotelpotosi.com/

Bom, bonito e barato. Recentemente reformado ( ou inaugurado – não sei ). O que importa é que está tudo novinho. Boas camas e ótimo banho quente a gás. Luxo na Bolívia. Cozinha liberada.

Ficamos nos arredores da Praça 10 de Novembro. Tudo muito perto e feito a pé

Mapa da cidade

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Em La Paz : dicas práticas

26 03 2008
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Conforme prometido no post anterior, algumas dicas práticas de La Paz:

Hospedagem: ficamos na Calle Sagárnaga. Point! Chegamos cansados e não tivemos paciência para procurar. Nos hospedamos em um hostal bem xumbreguinha na Sagárnaga, 334 chamado “Alem”. Nos arrependemos. Vale pesquisar outros. Tem muitos na região. Descendo a Sagarnaga e entrando na Calle Linhares, do lado esquerdo tem um bem simpático: Hotel Fuentes ( linhares, 888 ). Ficamos ao lado do Hotel Sagarnaga ( 326 ) , grande e famoso que dá para usa-lo como ponto de referência para o táxi.

Uma outra abordagem um pouco mais dispendiosa mas nem por isso menos interessante como experiência é ficar em um 5 estrelas. Encontramos uns camaradas de Brasília que ficariam no melhor hotel de La Paz. Uma espécie de Fasano ou Copacabana Palace deles. Num primeiro momento achei desperdício de grana e muito esbanjamento. Po, com a grana que eles gastariam de hospedagem, eles poderiam conhecer outros lugares e viajar mais uma semana no mínimo!!! Mas depois parei para pensar: pq não? Em que outro lugar eles poderiam fazer isso? Nosso real vale muito perante ao boliviano (moeda). Isso aliado ao baixo custo de vida nos deixa numa situação bem confortável financeiramente falando. Parei para pensar e percebi que no fundo os caras estavam certíssimos. Pegaram uma situação comum e enxergaram de maneira completamente diferente do usual e totalmente aplicável. Pura ciência!

Point: Aconselho ficar nesta rua ( Sagarnaga ) ou nas imediações. O local atende a todos os gostos e bolsos com uma estrutura misturada entre locais totalmente voltado para os turístas (cyber e hostals) com comércios locais de rua. Desde hospedagens boas à pulgueiros. De bons restaurantes à bandeijões e salgados de 0.50 bolivianos ( isso mesmo: menos de 0.20 centavos de real ). De lojas transadas vendendo roupas de marca à imensos camelódromos vendendo roupas de marca também ( rs…).

Um pausa sobre esse item das lojas de roupas, mas precisamente artigos esportivos. Como dito anteriormente, nossa grana vale muito e os preços deles são baixos. Para se ter uma idéia, encontrei a camisa da seleção brasileira lá por $70. Nike, original. Estou falando de loja, não camelo. Aqui, vi essa semana ( mar/2008), por R$265. Mágica? Não. Uma das máximas da ecônomia: simplesmente custava lá o que eles podiam pagar. Não tenho coragem de dar R$150 numa camisa de elastano da Nike. Ok, é muito confortável por causa do Elastano, não amarrota tanto, não esgarça, muito tecnologia aplicada…foda-se! Continua sendo uma camisa de quase-algodão. Não pode custar quase meio salário mínimo! Mas lá, por $16, $20, $22: me fartei! Para quem gosta, fica a dica: dry-fits, tênis e camisa seleção por preços acessíveis. Só senti segurança para comprar numa loja chamada Fair Play. Uma ilha de originalidade em meio a muita falsificação. Ali eu garanto. Neste momento que escrevo essas linhas, já tenho as camisas a 1 ano e continuam como novas. As que eu comprei ali são originais. Endere;co no fim do post.

$$$: apesar de em La Paz existir um Banco do Brasil, nem cheguei perto. Correndo o risco de me tornar repetitivo mas como um professor meu dizia que para uma boa aula era necessário dizer o óbvio e repetir três vezes, lá vai: o melhor câmbio que se consegue é sacando direto do caixa eletrônico. É necessário ter um sinal de “plus” tanto no cartão quanto na máquina- alem de ser internacional e ter sido autorizado pelo banco. Pode se optar por sacar em dólares ou na moeda local ( o ideal ) pela taxa de câmbio oficial. Pesquise a taxa de uso com a administradora do seu cartão. Varia muito. No meu caso a taxa era fixa por saque. Não valia a pena sacar pingado. Em outros bancos, nem taxa tem. Escrevi isso tudo para dizer que na Sagárnaga, 326 tem um caixa desses.

La Paz: a primeira impressão que se tem é de uma cidade muito caótica. E é. Mas nem por isso pouco agradável. Sendo turístas tudo fica “mais leves”. Desça a Sagarnaga e saia batendo perna pelo centro da cidade. Sem rumo. Pare numa padaria qualquer no centro e faça um lanche. Entre nas livrarias. Se estiver com disposição, Tio Evo mora logo ali. Passe lá e peça nossas refinarias de volta. Dizem que a vida noturna é agitada. Não sou noturno e nao fui em nada por lá, logo se tocar rock boliviano e flautinha elétrica não tenho nada com isso.

Passeios: La Paz é base para vários. Fomos no Chalcantaya, a estação de esqui mais alta do mundo ( e dasativada pela regressão da geleira ) e no vale da Lua. Segundo o guia, essa formação se deu devido ao um lago que foi pouco a pouco escoando e a percolação da água em seu leito acabou dando esse formato característico. Complicado de explicar com palavras: foto!

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Chalcantaya, para um carioca que achava que neve era aquela casquinha branca que amanhecia em Itatiaia, vale. Se der a sorte que eu dei, até pega neve. Nego chora e tudo. Eu, adepto da teoria HQEH do Veríssimo (vá procurar no google), no máximo, me empolguei. Chega-se a mais de 5.000m de carro e sobe-se uns 100mts a pé. Não subestime os 100mts ( na verdade, não subestime os 5000mt ): Leve um pouco de água, protetor solar- depreferência bloqueador, e ande muito devagar.

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Muito famoso também é a trilha de bike de Coroico, a estrada mais perigosa do mundo. Downhill!!! Quem faz diz que é du caralho!!! Muitas agências ali saiam todos os dias de manhã com carros apinhados de bicicletas.

E lógico, a feira das bruxas logo ali do lado, na Calle Linares. Feto de Lhama, pata de condor, tatu empalhado, cordões de sementes e toda espécie de ervas e pózinhos de pirlimpimpim que vc imaginar. Tudo vendido por velhinhas carcomidas munidas de suas vassouras voadoras!

Lianna conta que queria comprar uma essência de patchoulim e como não tinha, as bruxas queriam vender outros pirlimpimpins para ela “agarrar homem”…hahaha. Segundo as bruxas, patchoulim era para isso.

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Taxi Rodoviária : hostal – B10

Janta Patrão (Lugar transado, cerveja, suco, sobremesa, café… tudo sem olhar quanto custava) – B60

Hostal com Desayuno – B100 (50 por noite) Apesar de, no geral, os preços serem muito baixo, achamos as hospedagens cara.

Desayuno – B7

Passeio Chalcantaya / Vale da Lua : $10 ( não me lembro se estava incluso entrada no Vale. De qq maneira, meu ticket marca B10 )

Fair Play : Calle LLampu 671. Zona El Rosário. Tel: 2141673.

Coloquei os preços aqui como referencia. Nem todos os gastos foram anotados mas como pode-se ver, os preços em La Paz não são os maiores problemas a serem enfrentados.

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