MAPAS digitalizados para impressão

9 10 2008

Prometi que digitalizaria alguns mapas e aqui estão eles depois de longo e tenebroso inverno. Em média com tamanho 15×21. Suficinete para uma boa impressão, sem ter que ficar se matando para conseguir ler os nomes das ruas.

Os mapas estão inseridos em um artigo PDF e hospedados no meu site. Pode ser baixados sem problema.

clique aqui para baixar os mapas

Mapas de:

Sucre, La Paz, Potosi, Cusco, Machu Picchu, Puno e do Lago Titicaca.

Na próxima, o roteiro.

Flavio Veloso

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mais imagens em www.flavioveloso.com.br





Trecho 12 : Samaipata – Santa Cruz de la Sierra – Rio de Janeiro

2 09 2008

Como nosso tempo já estava muito curto, não fomos visitar o forte que teoricamente é a atração principal e mais procurada em Samaipata. Já estava com minha cota de ruínas saturada e muito satisfeito com as cachoeiras que encontrei na cidade. Mas fica a dica: ruínas pré-incas de uma fortificação que parece ter sido bem importante.

Optamos por voltar de taxi-lotação. Esperamos lotar um taxi no ponto localizado na entrada da cidade e rumamos em direção a Santa Cruz de la Sierra.

Por opção, já acertada anteriormente, voltaríamos de trem. O místico trem da morte. E apesar de todos os avisos para comprarmos antes as passagens do trem, não quisemos nos prender a uma data e resolvemos deixar para comprar na hora. Tudo tranquilo. Conseguimos comprar as passagens na hora, para a categoria que queríamos, sem stress.

Bom, remando contra a maré de opiniões de muitos neo-hippie-pós-modernos, de morte o trem não tem nada. “Ah, mas é uma experiência antropológica…uma imersão na cultura local…”. Fala sério!!! Ar condicionado, calefação, poltrona super confortáveis, DVD, serviço de bordo… Depois de dormir em casa de nativos em Amantani, de quase sair no tapa em espanhol por causa de 0,50 centavos de bolivianos em Puno, de muito jogo de cintura na frente de um velhinho cheio de sangue com um serrote na mão querendo plata em Ollantaythambo, de comer com a mão em Potosi, de pegar um ritual xamãnico quase sem turístas na Ilha do Sol, de muito mercado central por aí, esse trem não tem nada de experiência antropológica, de imersão cultural e outros blá, blá, blá que são propagados… 99% das pessoas que “tiram essa onda” vão na melhor categoria, e eu não as condeno por isso. Eu não seria idiota de recomendar a ninguem que passe 20hs de viagem sentado em uma banquinho de madeira. Só acho contraditório essa mística propagada em torno do trem quando na verdade o trem é um como outro qualquer, quando não melhor. Quem anda de trem aqui na central com certeza tem muito mais histórias para contar. Poderia ter toda uma áuria aventureira no passado quando o turísmo ainda não havia descoberto essa rota e apenas os iniciados eram suficientemente corajosos para encarar. Mas hoje? Só falta wi-fi.

Enfim, optamos por voltar de trem, mas vale destacar que em Santa Cruz existe aeroporto e voos para o Brasil. Logo, fica a opção. Quem quiser ter um pouco mais de tempo para curtir (já que perdesse quase dois dias entre trem e onibus para chegar ao sudeste) e voltar voando a partir de Santa Cruz, direto para Rio ou São Paulo, fique sabendo que é possível.

Para quem optar por essa corneada após descer do trem em Puerto Quijarro, pegasse um taxi para Corumbá e, já em terras brasileira, um ônibus para o seu destino final, no meu caso, o Rio de Janeiro.

Mesmo que faça as refeições usando o serviço de bordo, visite um dos “comedores”, os vagãos-restaurantes.

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Gastos:

Trem da Morte : Classe Super Pullman : 115 bols : +ou- 20hs de viagem

http://www.ferroviariaoriental.com/

Todas as informações sobre tarifas, classes, horários podem ser achadas no site da empresa.

Passagem Corumbá – Cuiabá – SP – Rio de Janeiro : R$226

Sim, o ônibus passa por todos esses locais. 28hs de viagem

Viação Andorinha : www.andorinha.com

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Trecho 10 : Potosi – Sucre

30 07 2008

Ficamos apenas um dia em Potosi ( uma pernoite ) e rumamos para Sucre.

Sucre fica bastante proxima a Potosi. Nos contaram que os donos das minas de Potosi ( as maiores de prata do mundo ) eram moradores de Sucre. Ou seja, toda a riqueza gerada pelas minas da cidade vizinha eram investidas e usadas pela elite de Sucre. A fato de ser a capital do país ( sim, acredite: não é La Paz. ) com uma elite atuante e com dinheiro constantemente circulando, a cidade facilmente tomou ares europeu, atualmente ainda muito bem preservados. Grandes praças arborizadas, estilo colonial muito forte, imponentes prédios e casarões branquinhos com suas pequenas varandas para rua… Adorei também o fato de ser uma cidade viva: escolas, univercidades, hospitais, bancos, bares e restaurantes, shows de música, e sem nem sombra do caos característico de La Paz.

Fiquei particularmente encantado com a praça principal da cidade ( Plaza Mayor ). Com uma estátua enorme de Simon Bolivar e alguns leões de cobre em tamanho natural – montados por crianças meladas de picolé que frequentam a praça, rodeada por jardins muito bem cuidados. Muito frequentada por crianças, famílias, velhos, jovens e casais. Rodeada por restaurantes, sorveterias, cafés, um cinema e alguns prédios governamentais.

Fiquei algum tempo sentado apenas observando o tempo passar. Apesar de uma ótima infra-estrutura para o turismo, Sucre me pareceu manter um equilíbrio bem interessante. Não é a torre de babel encontrada em Cuzco ou La Paz ao mesmo tempo que oferece todos os tipos de serviço ao turista. Bons restaurantes, sorveterias, algumas fábricas de chocolate ( sério!!! ), cinema ( Piratas do Caribe III em espanhol sem legenda = curso intensivo de linguagem corporal ). Isso não é nenhuma crítica a Cuzco que é uma das cidades mais encantadores que devem existir nas Américas mas, Sucre sendo a última “atração turística” da viagem, foi ótima essa desaceleração. Curtir com a namorada uma cidade mais calma, uma temperatura mais quente, andar a pé sem neurosse, muito menos poluição sonora… Enfim, me encantei com Sucre.

Fomos abordados nos arredores da praça por funcionários do Parque dos Dinossauros que fica nos imediações da cidade. Não sabíamos de antemão mas as maiores trilhas de pegadas fossilizadas do mundo ficam em Sucre. Fomos de DinoMóvel. Ótimo para quem curte um pouco de geologia como eu. Algumas réplicas de dinossauros em tamanho natural além das óbvias pegadas. Uma pena que a vista para as pegadas seja de tão longe ( não se iluda com a foto abaixo ). Em compensação me parece que o parque está em bem melhores condições que no passado. Encontrei tudo absolutamente novinho, novinho e li vários relatos de que antigamente estava tudo muito largado.


Pegamos um festival de bandas ( uma espécie de rock and blues boliviano ) nos arredores da praça. Palco na rua, rua fechada, bares com mesas do lado de fora, barracas de comida… Me parece que não foi tanta sorte assim. A vida cultural em Sucre me pareceu ser intensa e festas desse tipo constantes.

Como já escrevi acima, resolvemos que eramos quase andinos e fomos com nosso “portunhol fluente” assistir, numa matine domingueira de sol, Piratas do Caribe III no cinema. Era a semana da estréia. Cinemão na praça LO-TA-DO! Agora vocês tem noção do que é um polvo falando em espanhol sem legenda? E porque o mané dop Jack Saparrow tem que falar tão rápido? Ele não podia falar deeeevaaagaaar? Foi ridículo eu quase tendo um colapso cerebral para entender, saindo fumaça da minha cabeça, e de repente todo o cinema cair na gargalhada! Eu e Lianna nos olhávamos com cara de interrogação. E de repente sem mais nem menos alguma coisa explodia. E tome cara de interrogação… Na primeira oportunidade ao voltar ao Brasil eu assiti ao filme novamente.

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Dicas e Gastos

Gostei muito do Hostal que fiquei. Foi um dos acertos e por isso está sendo recomendado. Fica em um grande casarão colonial bem preservado, café incluso, possibilidade de uso da cozinha, internet, jardins espaçosos e quartos para todos os bolsos. E bem perto ( a pé ) da Plaza Mayor.

LINK DO HOSTAL

popayan@boliviahostels.com – calle LOA Nº 881 esquina COLON – Sucree

Perto da Plaza também estão o Mercado Central e algumas lojas das fábricas de chocolate. Alem das outras atrações escritas mais acima. Mesmo não ficando no hostal indicado, ficaria por perto.

O DinoMóvel sai dos arredores da praça. Não de mole de pegar o último horário porque o parque fecha cedo e fica um pressão para ir embora. Acabei fazendo o passeio na correria por isso.

Almoçamos algunas dias em um reastaurente muuuuito bom, na parte de trás da praça. Vc de frente para a estátua do Bolivar ( de frente hein…cara a cara), o restaurante está atrás dela, um pouco a esquerda. Fica no segundo andar. São umas varandas vermelhas. Escolha uma mesa na varanda, peça uma boa carne com cerveja e seja feliz. Cuidado que a comida é farta!

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